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sexta-feira, 20 de maio de 2011

A deliciosa viagem pilotando um fogão

Vou estrear esta coluna “Prosa e fogão” com um texto despretensioso, ingênuo até.
Trata-se do que escrevi na primeira página de um livro empolgante, “comprado dia 28/12/2000, na Livraria da Ilha, do Shopping Vitória, por R$35,00” (eis como iniciei o registro).
O texto propriamente é assim:
“Talvez pareça maluquice comprar um livro desses. Acho, até, que de certa forma seja mesmo. Não me importo; algumas maluquices são indispensáveis à vida. Precisamos muito delas.
“A culinária é arte. A culinária é fonte de vida. Fonte de vida não porque cuida de satisfazer a fome; é fonte de vida porque cuida da alma: no caso, para quem a pratica. Cozinhar é pura terapia; é uma diversão.
“Não sei cozinhar praticamente nada; quero aprender muito. Entretanto, quando estou fazendo uma sopa, ao descascar as batatas, as cenouras, ao cortar as cebolas, o repolho... Enfim, durante o preparo de uma sopa minha alma viaja. Uma grande paz me invade o ser. (Acabo de lembrar de Rubem Alves que diz num de seus livros de crônicas: ‘uma sopa quente num dia de inverno é uma lareira que se acende no estômago’ – mais ou menos assim)”
O livro de que falo é “A saga da comida: receitas e história”, de Gabriel Bolaffi, Editora Record. Possui 712 páginas. São páginas deliciosas...
Depois desse livro, tomei gosto por literatura sobre culinária. Recentemente, no último Natal, ganhei da Carol um livro do Jamie Oliver, de quem sou fã.  
Espero, por aqui, poder falar de algumas experiências no fogão... Minhas experiências e de outros. Os amigos e quem se interesse pelo tema são convidados a relatar suas “viagens da alma”.
Não se esqueçam: é fogão mas é prosa também.